Morrer de Amor. Só um bocadinho...

Posted by Uma Coral chamada Petra on quinta-feira, 21 de outubro de 2010

" As vezes que me senti frágil, sem rumo, sem nexo, engasgada na raiva, sofucada pelo engano, atterorizada pelo futuro que - pasmem-se - não tinha ao lado aquele, o outro e depois ainda mais aquele mais lá ao fundo, estão a ver qual é? pois eu já nem me lembro também. As vezes que se morre de amor, as vezes que se pensa que é desta que nos transformamos em pedra, as vezes que acordamos no meio da noite porque de repente ouvimos a voz, sentimos o cheiro, tocamos na pele de quem já não está nem aí, nem aqui nem em lado nenhum. As vezes que ressuscitei, que olhei para trás e sorri porque já nem sei o nome, porque já nem reconheço a voz quando liga, porque já nem sinto o coração na boca quando leio, quando já nem sei do que morri, e descobri que afinal não se morre de amor, só um pouco, um pouquito talvez, o suficiente para sentir o fundo do mar e voltar à tona, respirar todo o ar perdido, de uma vez só e voltar a embrulharmos-nos na vida. Não se morre de amor. "

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3 comentários:

Cherry Blossom Girl disse...

De amor morre-se e renasce-se muitas vezes, mas, no fundo, "não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o consertes". Este texto mexeu comigo. Bj

Anónimo disse...

É bom "ler-te" novamente... :)

pontodeluz disse...

Gostei imenso!