Chamam-lhe amor não é?
Posted by Uma Coral chamada Petra on sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
foto: Daniel Oliveira
Estive a um passo de deixar que a vida e este amor me convertessem numa pessoa azeda.
Eu converter-me num ser amargurado e gélido? Não. Isso não é para mim. Tu sabes que não sou uma pessoa dada a tristezas e agonias. Mas senti-me lá perto.
Senti-me lá perto no instante em que nos meus olhos já não havia ponta de brilho e fulgor. Quando senti o coração completamente congelado e me senti uma esgrimista de palavras.
As pessoas perguntavam-me como é que a vida me estava a tornar tão fria.
Havia culpas para todos os gostos e paladares. Culpas inventadas e fabricadas por mim própria.
Primeiro eram as saudades. Essas eram as maiores culpadas e serviam de pretexto para todos os meus momentos nostálgicos, para todas as minhas mágoas e melancolias.
Depois arranjei um novo culpado. Acusei o amor. Passou a ser ele o arguido naquele meu sofrimento. O amor passou a ser o criminoso, quase delinquente.
A seguir passei a culpar-te a ti. Mas foi por pouco tempo, porque felizmente admiti que todos os outros réus inventados pela minha dor eram apenas uma desculpa para não sair daquele estado.
A única culpada era eu.
Não, não me culpo por gostar de ti. Não posso mudar isso, porque as pessoas não escolhem de quem gostam, ou quando deixarão de gostar.
Mas escolhem como lidar com esse sentimento.
Chamam-lhe amor não é? O sentimento que tem duas faces, dois lados tão extremistas. É por isso que eu digo que o amor é das sensações mais perigosas e arriscadas que podemos experimentar. Se por um lado é um sentimento nobre, por outro quando nos mostra o lado inverso é como se virasse tudo de pernas para o ar, como se as próprias pessoas se virassem do avesso. E depois de viradas do avesso, se as pessoas não forem firmes e resistentes a tudo isso perdem grande parte da sua essência.
Era exactamente isso que estava acontecer-me. Porque eu não sou nem nunca aspirei ser esgrimista de palavras, como se elas tivessem uma extremidade aguçada pronta a ferir alguém.
E hoje sinto-me feliz porque fui a tempo de mudar a minha atitude perante este amor, pois descobri que não posso permitir que ele destrua ou mine as coisas benignas e favoráveis que me rodeiam.
Eu converter-me num ser amargurado e gélido? Não. Isso não é para mim. Tu sabes que não sou uma pessoa dada a tristezas e agonias. Mas senti-me lá perto.
Senti-me lá perto no instante em que nos meus olhos já não havia ponta de brilho e fulgor. Quando senti o coração completamente congelado e me senti uma esgrimista de palavras.
As pessoas perguntavam-me como é que a vida me estava a tornar tão fria.
Havia culpas para todos os gostos e paladares. Culpas inventadas e fabricadas por mim própria.
Primeiro eram as saudades. Essas eram as maiores culpadas e serviam de pretexto para todos os meus momentos nostálgicos, para todas as minhas mágoas e melancolias.
Depois arranjei um novo culpado. Acusei o amor. Passou a ser ele o arguido naquele meu sofrimento. O amor passou a ser o criminoso, quase delinquente.
A seguir passei a culpar-te a ti. Mas foi por pouco tempo, porque felizmente admiti que todos os outros réus inventados pela minha dor eram apenas uma desculpa para não sair daquele estado.
A única culpada era eu.
Não, não me culpo por gostar de ti. Não posso mudar isso, porque as pessoas não escolhem de quem gostam, ou quando deixarão de gostar.
Mas escolhem como lidar com esse sentimento.
Chamam-lhe amor não é? O sentimento que tem duas faces, dois lados tão extremistas. É por isso que eu digo que o amor é das sensações mais perigosas e arriscadas que podemos experimentar. Se por um lado é um sentimento nobre, por outro quando nos mostra o lado inverso é como se virasse tudo de pernas para o ar, como se as próprias pessoas se virassem do avesso. E depois de viradas do avesso, se as pessoas não forem firmes e resistentes a tudo isso perdem grande parte da sua essência.
Era exactamente isso que estava acontecer-me. Porque eu não sou nem nunca aspirei ser esgrimista de palavras, como se elas tivessem uma extremidade aguçada pronta a ferir alguém.
E hoje sinto-me feliz porque fui a tempo de mudar a minha atitude perante este amor, pois descobri que não posso permitir que ele destrua ou mine as coisas benignas e favoráveis que me rodeiam.
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- Uma Coral chamada Petra
- "Linda e Fatal A coral, é de facto uma serpente bonita. Essa linda serpente tráz na boca duas presas venenosas. As suas mandíbulas são uma armadilha para cobras pequenas, mesmo as venenosas. O veneno da coral ataca o sistema nervoso central, e quase sempre mata. Esta serpente, no entanto não é sempre perigosa, pois não provoca o ataque como a maioria das cobras venenosas, mas ao sentir-se atacada a cobra-coral contra-ataca com uma rapidez e eficácia fatal. " " Petra Significa: saber cativar os outros e manter um convívio harmonioso e agradável. É muito hábil e altruísta. Afectivamente, dedica-se com paixão. É sensual e atraente. É exuberante nas suas manifestações mas não perdoa retorno morno ou indeciso. "
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7 comentários:
ainda bem que reconheces quando te aproximas dos sítios onde não queres ficar, que identificas consciente o que não queres sentir.meio caminho andado para as soluções chegarem pelas portas certas, aquelas que ficam abertas...que tu deixas abertas.
gosto da parte que fala do "lado inverso" :)
Não sabes como adorei cada palavra deste texto...tocou-me mto.
este texto podia retratar um bocadinho de mim. gostei mesmo muito. beijinho
inv3rs0 :
Felizmente reconheço os meus estados e tudo aquilo que nao quero ser, estar ou sentir.
Quanto ao lado inverso...o amor tem de facto esse lado.
beijo enorme para ti..
moi:
Obrigada . Fico muito feliz que as minhas palavras toquem as pessoas que me leem ;)
beijinhos e volta sempre
C:
Obrigada minha querida. Fico feliz que tenhas gostado e que te identifiques.
beijinhos
Gosto muito do que escreves. Criei o meu blog, ainda é muito recente e não tem muitos textos. Passa por lá! :)
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